Sexta-feira, 24 de Setembro de 2004

Ar

 


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 Bom, eu ainda esperei que os meus colegas da blogosfera vileira se dedicassem um pouco a dissecar o artigo publicado no Primeiro de Janeiro, onde Mário Almeida refuta as medições efectuadas ao ar que respirámos, apresentando algumas conclusões, no meu ponto de vista, assombrosas... Como ultimamente tenho postado por demais sobre o assunto, que a meu ver é de suma importância, esperava que outros também o fizessem, visto uma outra opinião que não a minha, daria  força ao assunto, criando polémica, alimentando discussão...


Não é assim. O Vilacondense deu uma de Zandinga, e ficou-se por aí. O Lápis de Cor não tem sequer opinião. Talvez porque o ar que respira em Boston é também uma merda. E merda por merda... O Ouriço Cacheiro limitou-se a fazer uma quasi transcrição do site da Quercus, e não emitiu qualquer opinião pessoal sobre o assunto. Pudera, também para quem não vê o que se passa na sua própia terra, não me admira. o Blogouve-se acha que está acima do atmosfera que respira, e este planeta não lhe pertence. Portanto, nem uma linha sobre o assunto.


Os Blogs podem ser um entretenimento, mas podem ser também uma oportunidade de se discutir entre uns e outros assuntos que se considerem pertinentes. E eu chego à triste conclusão de que está tudo calado... ou cheio de medo, ou então, nada é importante a não ser... o quê?


Mas voltemos à vaca fria... Mário Almeida contesta as medições efectuadas, apontando o facto de o Instituto do Ambiente ter apontado como local de medição a cidade de Vila do Conde em vez do acesso à cidade, em frente às bombas de gasolina de Azurara, que distam uns cem metros da ponte. Sendo assim, fiquei a saber que existem vilacondenses de primeira e vilacondenses de segunda, ou seja, o facto de supostamente serem os Azurarenses a respirar o ar fétido que o diabo vomitou não é minimamente importante, desde que não seja cá pela aldeia... Afinal, Azurara não é Vila do Conde, e ponto final.


Estranho é também Mário Almeida destacar o pára e arranca dos automóveis naquela zona, salientando o facto de ali existir uma churrasqueira pindérica a destilar gordura por todos os lados, que teria influenciado os valores apresentados pelo Instituto.


Caro Sr. Presidente, deixe-me dizer-lhe uma coisinha de nada. Em direcção ao norte na saída de Povoa de Varzim, onde se localiza a não menos famosa "Casa dos Frangos", existem pelo menos 2 dúzias de churrasqueiras, a maior parte delas também pindéricas. Também aí, o pára e arranca é uma realidade idêntica à nossa, motivada pelos semáforos que ali se encontram. Não me consta, apesar do cheiro intenso a churrasco, que o ar aí seja de qualidade inferior ao apurado cá na terra. Na sua linha de pensamento, teríamos que considerar essa uma zona morta, não acha?


Eu acho muito bem que o Senhor peça a revisão das análises...  Rezo até para que estejam erradas. Quero que tenha razão neste ponto.


 

publicado por siX às 00:08
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