Quinta-feira, 23 de Setembro de 2004

ideia peregrina

 


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Concordo com a maioria dos colegas que acham que o Dia Europeu sem Carros não passa de hipocrisia pura, quando o automóvel, como objecto, está cada vez mais na ordem do dia. Basta atentar à publicidade crescente dentro deste sector, às facilidades de pagamento para o adquirir, e até a sua evolução no mercado de vendas é utilizado como índice comparativo ao caos económico que se faz sentir, coisas do género "o sector automóvel está em baixa devido à crise que se faz sentir", ou "sente-se uma melhoria no mercado automóvel, sinal de estamos a recuperar da crise económica", como ouvi alguém na rádio dizer.


Portanto, a economia gira sobre quatro rodas, o que não deixa de ser giro. E isto porquê?


Tendo em conta de linha as últimas notícias sobre a qualidade do ar que respiramos, que tem directamente a ver com a combustão dos combustíveis fósseis utilizados pelos automóveis, no caso particular de Vila do Conde, eu gostaria de lançar uma ideia que não me parece de todo idiota. Concerteza, muitos vão pensar o contrário, que não passa de mais uma parvoíce de um ecologista extremista bombista cabeludo, o que de facto, não sou.


Eu aplaudo a iniciativa criada na cidade de Londres ao limitar o número de carros no seu interior, obrigando a pagar aqueles que o pretendem fazer. Ainda hoje ouvi na rádio que circulam cada vez menos carros no interior da cidade, prova do sucesso de uma iniciativa inicialmente olhada com desconfiança.


Acredito que uma iniciativa idêntica faria da nossa aldeia um lugar melhor para se viver, onde o significado de qualidade de vida estaria, pela primeira vez, associado a um ideal com que muitos sonham, sem nunca o ter.


Vila do Conde é uma cidade pequena, plana, ideal para utilização pedonal e da bicicleta, com vias que já há muito deveriam estar fechadas ao trânsito. Estas vias pedonais ( por exemplo, a rua do Lidador ), seriam um incentivo à criação de cafés, bares e lojas, tal seria o movimento. Tal como em Londres, quem quisesse entrar em Vila do Conde de automóvel teria que pagar, com excepção dos moradores, estes devidamente identificados e definidas as fronteiras. Quem não quisesse estar sujeito ao pagamento, teria que aderir aos transportes públicos: camionetas, metro, táxi, bicicletinha ou mesmo a pé... e até acredito que muitos adeririam, só pela diferença, por ser divertido, por ser diferente.


Seria uma iniciativa peregrina, como diria o meu amigo Mestre. E seria bom para os cofres da Câmara, tão necessitada de dinheirinho fresquinho...


Acredito que, em termos estratégicos, o Turismo e o Comércio teriam muito a ganhar, a Câmara também, e o people de cá da terra seria muito mais elegante e saudável.


 


 

publicado por siX às 00:34
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