Sábado, 17 de Julho de 2004

The firstandlast day...

 


Vilar dos Mouros estava um must ( pareço uma tia... ). Lá chegado com o meu amigo Helder, fomos convencidos por uma garota que se esforçou por nos mostrar que era dotada de um par de mamocas de estalo, a comprar-lhe uma bebida chamada de «Queimada», e que consistia em mel, grãos de café e aguardente, devidamente misturados numa sertã em fogo, e que ela manejava com mestria... Achei a mistela deliciosa, quente, e foi assim que entramos no recinto...


Lá dentro, uma aldeia dentro de uma aldeia... barraquinhas e barracões para todos os gostos e feitios... nada faltava, e a super bock era rainha...


Entretanto, já o Rão Kyao e os Toranja tinham actuado... fiquei com pena, ficará para uma outra vez... De repente, o grito: Red Rain... Peter Gabriel estava no palco principal bem acompanhado por músicos de gabarito, como Tony Levin...


PtGabr.jpg


Um bom espectáculo, com gerações diferentes a participar e a cantar temas como Games Without Frontiers e Biko... Para mim, S. Jacinto ficou como o momento mais alto do concerto, ou não fosse este o meu tema favorito...


Findo o espectáculo, liguei ao Armando  e encontramo-nos no bar Super Bock...


Giro, este encontro blogueiro em pleno festival... Fiquei com a ideia de uma pessoa extremamente simpática e afável, o que contrasta com o teor do seu blog... mas não é quase sempre assim?


Mais uma volta pelo recinto, visita ao barraco da SOS Lynx, uma organização que pretende prevenir a ameaça de extinção do Lince Ibérico, situação para a qual já o Quasi Diário havia alertado (ver aqui)...


Encontro com velhos amigos, olhares incrédulos, sinais de que afinal os gostos não mudam com o tempo... e o início dos Chemical Brothers.


O duo de DJ's formado por Ed Simmons e Tom Rowlands, armados de TB's, MC's, 303, 505, sequenciadores e outras parafernálias electrônicas de que alguns saberão discernir, procuraram transformar o recinto numa discoteca gigante, mas ao fim de meia hora as pessoas começaram a dispersar para as barraquinhas de comes e bebes... Afinal, os Chemical não são músicos, mas sim DJ's e nunca deveriam ocupar o palco principal... O factor espectáculo não existe, e o estar a olhar para dois seres estáticos, cuja noção de aventura cénica passa por rodar o braço acima da cabeça, é desolador e muito pobre...E nem a música ajuda, sendo esta mais destinada a consumidores de pastilhas e frequentadores de Raves. Definitivamente, um palco como o de Vilar de Mouros deve ser destinado aos músicos de eleição. 


  chemical_mag.jpg


Ao fim de 40 minutos de seca, decidimos regressar a Vila do Conde... despedi-me do Armando e da Filipa, uma das simpáticas milicianas, e pusemo-nos a caminho... Gostaria de ter ficado para os dias seguintes. Robert Smith e Bob Dylan são artistas fantásticos, que marcaram gerações diferentes. Serão concerteza espectáculos inesquecíveis, mas afazeres de fim de semana obrigam-me a regressar....


"No problem", como diz o Alf... para o ano há mais...


 

publicado por siX às 17:08
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2 comentários:
De siX a 19 de Julho de 2004 às 10:45
deixa lá, Dupont... o teu fim de semana tb foi bom, pelo q li :)... e não hão-de faltar oportunidades ainda este verão, como Paredes de Coura ou a Ilha do Ermal...


De Dupont a 19 de Julho de 2004 às 10:11
Que inveja!...


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