Sábado, 3 de Julho de 2004

Sophia Mello Bryner 1919 - 2004

 


sophia_andresen_2.jpg


Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.


E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.


 

publicado por siX às 02:06
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3 comentários:
De valeria a 5 de Julho de 2004 às 04:04
Uma Poetisa com perfil de Nobel!
Que pena os Portugueses a conheçam pouco...


De Finurias a 3 de Julho de 2004 às 19:16
Oitenta e quatro Rosas para Sophia !


De Eduardo A. Silva a 3 de Julho de 2004 às 04:02
Como sempre afirmo...
Um poema fica sempre bem, seja em que situacao for... E' incrivel mas e' verdade, seja para transmitir alegria, tristeza...


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