Sexta-feira, 18 de Junho de 2004

Algumas considerações e fim de semana à porta...

 


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Comecei a ler a obra do Marquês Stanislas de Guaita, um dos mais destacados ocultistas franceses, um erudito orientalista e cabalista que reuniu uma colecção importante de obras cabalísticas hebraicas e referentes à magia. O livro está recheado de exorcismos e lugares comuns de práticas absurdas de feitiçaria e condenações à morte detalhadas ao extremo, quer pela tortura quer pelo fogo, que ocorreram ao longo dos séculos.


Muito proveitoso, direi eu... Que seca, dirão outros... Mas sinceramente, pouco me importa aquilo que os outros pensam sobre o assunto, ou sobre este blog, por vezes tão maltratado por gente insípida que se autorga no direito de me insultar sem me conhecer, apenas pelo simples facto de eu dizer uma piada ou frequentar este ou aquele blog, opinar sobre eles, e ser criticado por isso mesmo. No entanto reconheço que, de vez em quando, semeio alguns ventos. É natural que eu colha as minhas tempestades...


Quem também anda a semear alguns ventos é o Rogério Torres. Li com atenção o artigo n'O Primeiro de Janeiro, e tenho que discordar do Dupont, cuja análise me pareceu algo tendenciosa, ao desprezar o conteúdo para valorizar pormenores inerentes a alguma inexperiência política do cada vez mais assumido candidato à Presidência da CMVC. O Rogério começa por levantar o pano, mostrando um pouco dos alicerces do que ele entende ser o melhor para as gentes da minha aldeia, assumindo a ruptura com a actual estrutura de poderes, apresentando alternativas. E isto sim, parece-me mais importante do que a mera parangona que o artigo ostenta. Ao contrário de outros, que se assumem como "primários" candidatos por mero protagonismo pessoal, sem qualquer conteúdo programático e discurso que não vai além do "me falta dinheiro", Rogério Torres não pertence a esta estirpe de indivíduos. Mostra conhecimento, inteligência, determinação e inovação...


E já que referi o órgão máximo da nossa autarquia, recebi, tal como a maioria dos Vilacondenses, o Boletim Camarário. Sempre que o abro, dou de caras com o "Construindo Vila do Conde", o que é saudável. Está geralmente recheado de nomes das nossas freguesias, fotografias incluídas, às quais está sempre associada a figura do nosso Presidente, invariávelmente de mãos nos bolsos e sempre acompanhado pelos, que eu presumo, dirigentes das freguesias ou associações. E eu pergunto: onde estão as fotografias das obras que são mencionadas? Fico sempre com a sensação que o Presidente não faz mais nada senão andar de freguesia em freguesia, só para aparecer na fotografia, o que é cansativo, aborrecido e desgastante para a sua imagem. Até parece que quem anda em construção não é a Vila...


Já agora uma dica: o Boletim deveria ser utilizado para informar os Vilacondenses não só do que por aí se faz , como também do que se não faz: por exemplo, esclarecer as pessoas da terra, que pagam a água religiosamente ao fim de cada mês, o porquê da dívida de três milhões de euros à empresa "Águas do Cávado", assim como a razão pela qual o açude continua desintegrado, sem obra à vista. Isso sim, seria um verdadeiro serviço público: para o melhor, mas também para o pior.


Mas de preocupações não se livra o Presidente Mário Almeida. O periódico Terras do Ave, geralmente conotado com o PSD, publica um artigo assinado por um Socialista Vilacondense, em que o autor começa por elogiar a figura do Professor Sousa Franco, recentemente falecido, para no final mostrar o seu desencanto e dar umas bicadas no actual aparelho socialista vilacondense, apontando o facto de o seu anonimato se dever à falta de liberdade expressão existente no interior do seu partido e as consequências que daí resultariam para a sua vida pessoal, caso o não fizesse. Este aspecto é importante, pois é um socialista militante que o diz, concerteza próximo de Mário de Almeida. Os sinais do descontentamento já são demasiado evidentes, começam a tomar forma e contrariam o que ainda à muito pouco tempo se escreveu no Jornal de Vila do Conde quando se soube da intenção de Rogério Torres, evocando democraticidade e abertura aos mais novos.


Que grande mentira...


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publicado por siX às 16:24
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3 comentários:
De siX a 21 de Junho de 2004 às 10:01
Acredite Dupont, que ao fim de mais de trinta anos de socialismo dominante, romper com o passado não deve ser fácil, nem para o RT, nem para o Soc Vilacondense, nem para ninguém ligado ao partido...


De Eduardo A. Silva a 21 de Junho de 2004 às 07:30
Nao acredito possivel vir a ser uma conjugacao de esforcos para entre Mario Almeida e Rogerio Torres, pois se sim for... O que fazer das suas declaracoes na sua entrevista ao Primeiro de Janeiro, onde escreve coisas fortes sobre Mario de Almeida?...


De Dupont a 20 de Junho de 2004 às 23:51
Bela análise, six. O que quis dizer com a apreciação ao artigo do Rogério Torres, foi chamar a atenção para a falta de chama, que se plasma num claro receio de ruptura, parecendo que está a justificar o passado.
No fundo, é como aquelas equipas que fazem bom futebol, mas nunca têm a "alma ", essecial para alcançar a excelência.
Sei que é seu amigo, mas repare que num contexto político como o nosso e, ainda mais, no habitat socialista, terá que haver, forçosamente, rupturas. Porque senão, não vão parar os comentários que ouço de que isto não passa de uma manobra para uma futura conjugação de esforços entre MA e RT...(já que o Abel irá ser "chutado para canto"...)


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