Sábado, 8 de Maio de 2004

Ó Sr. Guarda...

 


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O Ministro Figueiredo Lopes, um homem inteligente e preocupado com o nº significativo de acidentes na estrada, resolveu alterar a política rodoviária, incrementando o valor pecuniário das multas, assim como algumas alterações de relevo ao código da estrada. Brilhante, direi eu. Fantástico, dirá a Ministra Ferreira Leite. Estamos «foridos», dirão os aceleras e amigos dos copos ao fim de semana.


Acho realmente brilhante a introdução de tal exagero... Na minha opinião, tais medidas desmesuradas só vão servir para aumentar a corrupção no seio da Polícia. Será por demais tentador que polícias, que auferem salários miseráveis, têm filhos para criar e apartamentos a pagar, não se sintam tentados a uma oferta efectuada por um qualquer prevaricador... Se alguns se vendiam por tuta e meia, e essa tuta e meia dava para construir casas com piscina e comprar barcos de recreio, imaginem quando as novas leis entrarem em vigor... Será que o genial Ministro pensou neste assunto?


Será que pensou que, no fundo, grande parte dos acidentes se devem a falta de consciência cívica? Que é tudo uma questão comportamental? É que a consciência cívica não se adquire com multas pesadas... O prevaricador, caso seja autuado em uma multa de 600 Euros, fará o discurso do coitadinho e oferecerá 300 euritos para o polícia olhar para o outro lado e esquecer o assunto. O polícia começará a fazer contas de cabeça e... quem sabe, não seja responsável por um acidente ocorrido uns km à frente!...


Consciência cívica adquire-se com aulas e com tempo... Nesta minha opinião, que vale o que vale,  caso alguém fosse apanhado a efectuar uma manobra considerada perigosa, deveria ser obrigado a participar em sessões de comportamento cívico na estrada, tempo esse não remunerado e obrigatório. E, se necessário fosse, com acompanhamento psiquiátrico. Seria como aprender a comer à mesa...


Sou também defensor da limitação de potência nos carros. Se é proibido andar a uma velocidade superior a 120 Km, porque razão se vendem carros cuja cilindrada oferece valores na ordem dos 250 Km ou mais? Hipotéticamente falando, claro, penso que se alguém quisesse um BMW ou outra marca superior, iria usufruir do conforto e do luxo do carro, mas não da sua velocidade. Essa seria a mesma para todos os veículos... e acreditem: podia não resolver o problemas das mortes na estrada, mas que estas diminuiam, isso não duvido.


Um dia ainda vamos chegar a Vila do Conde, carregar num botão e limitar a velocidade aos 50 Km. E à saída, carregar noutro para usufruir de outra velocidade... Mas isso é o siX K. Dick a falar... 


 

publicado por siX às 22:21
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