Segunda-feira, 26 de Abril de 2004

Ordem da Liberdade, a troco do quê?...

 


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Isabel do Carmo, conhecida activista e fundadora das Brigadas Revolucionárias, que mais tarde deu origem ao Partido Revolucionário do Proletariado - Bases pela Revolução ( PRP-BR ), vai ser hoje homenageada pelo Jorge Sampaio com a Ordem da Liberdade, insígnia atribuída aos que se distinguiram na luta pela liberdade, geralmente a pessoas de esquerda, como se fossem estes os únicos representantes oficiais da democracia.


Até aí, tudo bem... O que não acho bem, é que o Estado Português homenageie aqueles que assumidamente colocaram bombas e assaltaram bancos, promovendo o terror entre a população em prol de um ideal. Não chega Isabel do Carmo dizer que não morreu ninguém com as explosões, para além de dois activistas na construção de uma bomba. Vivem-se tempos complicados. As bombas explodem sem o mínimo aviso e morrem pessoas que nada têm a ver com os ideais daqueles que as constroem, sejam eles de que nacionalidade forem... Os mesmos ideais  que Isabel do Carmo defendeu na altura, e só não morreu gente porque não calhou! Ou julgava ela que podia fazer o papel de Deus e ter o condão de decisão sobre a eventualidade, qual toxicodependente que acha que tem sempre controle sobre o seu vício?!...


Mas o Conselho das Ordens Honoríficas têm outra perspectiva... Acham bem atribuir a Ordem da Liberdade a uma bombista... Engraçado como em Portugal continuamos com a tendência de chamar as coisas por outro nome. Em Inglaterra, Israel ou Espanha seria chamada de terrorista, e se calhar com razão...


 

publicado por siX às 11:59
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4 comentários:
De A verdade vem sempre ao de cima... a 12 de Fevereiro de 2005 às 04:33
Isabel do Carmo quer que PGR investigue "calúnia do CDS" e "crime informático"

Lisboa, 04 Mai (Lusa) – Os fundadores do extinto Partido
Revolucionário do Proletariado-Brigadas Revolucionárias (PRP-BR)
pediram à Procuradoria-Geral da República que investigue a autoria de
um “crime informático” e um “crime de calúnia por parte do CDS” sobre
o PRP-BR.
Em carta enviada segunda-feira ao Procurador-Geral da
República, Souto Moura, a que a Lusa teve acesso, Isabel do Carmo e
Carlos Antunes pedem uma investigação sobre uma página surgida na
Internet em Fevereiro, referente ao PRP-BR.
Segundo Isabel do Carmo e Carlos Antunes, nessa página da
Internet estão “textos verídicos do passado” do PRP-BR intercalados
com “falsidades”, como o relançamento do partido, sob o nome Bases
pela Revolução, ou a eleição de um novo secretário-geral em 2003.
“Queremos que a Procuradoria-Geral da República descubra quem
está por trás deste ‘site’”, disse à agência Lusa Isabel do Carmo,
cuja condecoração com a Ordem da Liberdade pelo Presidente da
República, nas recentes comemorações dos 30 anos do 25 de Abril, foi
contestada pelo CDS-PP.
“Queremos também que seja investigada a conexão disto com o
facto de o CDS fazer afirmações recorrendo a documentos que estão na
página” da Internet, acrescentou, referindo-se a declarações do porta-
voz democrata-cristão Pires de Lima feitas na SIC-Notícias.
“Trata-se de um crime de abuso na Internet e trata-se de um
crime de calúnia da parte do CDS. E, sobretudo, trata-se de uma
coincidência, cujo significado não pode ser deixado em branco”,
consideram os fundadores do antigo PRP-BR, na carta enviada a Souto
Moura.
“A minha interpretação é que são organizações ou serviços de
informações oficiais ou associados a correntes de direita ou de
extrema-direita que construíram a página para justificar a existência
de escutas telefónicas” aos antigos dirigentes do PRP-BR, declarou
ainda Isabel do Carmo à Lusa, ressalvando, no entanto, que não tem
“elementos suficientes para acusar ninguém em concreto”.
“Haverá pessoas que, do ponto de vista político, gostariam de
saber o que digo ao telefone”, argumentou, defendendo a sua tese com o
facto de a página ser “demasiado bem feita, bem construída, mas falsa,
com documentos que apelam à violência actual e que postos nas mãos de
um juiz dificilmente o levariam a recusar uma escuta telefónica”.
Contactado pela agência Lusa, o porta-voz do CDS-PP, Pires de
Lima, afirmou desconhecer a origem da página na Internet, mas
reconheceu ter citado documentos do ‘site’ no dia 26 de Abril, na SIC-
Notícias, que, explicou, lhe foram “fornecidos por um assessor do
partido”.
“Fiz referência a um documento assinado pelas Bases pela
Revolução, na condição de herdeiros do antigo PRP-BR, com conteúdos
que historicamente me parecem incontestáveis, como a defesa da luta
armada”, declarou o porta-voz do CDS-PP.
“Não creio que tenha proferido qualquer falsidade e a
existência desse ‘site’ não tem nada a ver comigo, nem faço a mínima
ideia sobre como é que foi construído. Como se sabe, a Internet é um
meio prolífero em informação”, disse ainda Pires de Lima, afirmando-se
favorável a que a PGR “averigue quem é o autor da página”.
O “site” na Internet abre com o ‘slogan’ “Viva a ditadura do
proletariado!” e assemelha-se a uma página oficial do partido,
incluindo um extenso arquivo documental de comunicados, cartazes e
edições do jornal do extinto PRP-BR.
“O Partido Revolucionário do Proletariado-Bases pela Revolução
foi refundado a 17 de Julho de 2002 por um núcleo de ex-militantes do
PRP original e de sindicalistas”, lê-se na introdução da página.
“Temos de derrotar o capitalismo, não através do jogo
eleitoralista burguês, mas sim através da luta armada do proletariado
organizado e não sob a tutela de qualquer partido. Mais do que nunca a
Revolução socialista é urgente”, acrescenta.
Na carta enviada a Souto Moura, Isabel do Carmo e Carlos
Antunes referem que, segundo “pesquisa técnica” relativa à página na
Internet, esta encontra-se registada em nome de “Joseth da Silva”, que
afirmam desconhecer, num endereço com o qual dizem não ter qualquer
contacto.
A referida morada corresponde a um número de telefone
registado em nome de Joaquim da Silva, que, contactado pela Lusa,
disse ter 64 anos de idade, estar “na pré-reforma” e ser “militante do
PCP”.
“Não construí nada e não é esse o meu partido”, afirmou
Joaquim da Silva, que confirmou ter computador em casa e utilizar a
Internet, mas negou ser o responsável pela página sobre o PRP-BR.
“O meu partido é o PCP”, sublinhou.
Joaquim da Silva disse também que mora apenas com a mulher e
não soube explicar como é que a sua morada poderá ter aparecido
associada à página sobre as antigas Brigadas Revolucionárias.

IEL.

Lusa/Fim


De Mariana Gasalho a 22 de Setembro de 2008 às 12:50
Boa tarde,
O meu nome é Mariana Gasalho, trabalho numa Produtora de TV, a CBV (www.cbv.pt) Estamos a produzir um programa para a RTP apresentado pela Catarina Furtado, com estreia prevista para finais de Setembro.

O programa vai abordar acontecimentos nacionais e internacionais desde os anos 60 ao século XXI. Os temas serão apresentados década a década e organizados em torno dos temas culturais, políticos, sociais ou científicos mais marcantes de cada uma das décadas.
Temos como objectivo apresentar testemunhos pessoais de quem tenha estado “no sítio e na hora certos” e tenha tido oportunidade de viver “por dentro” alguns dos momentos mais importantes das décadas em causa, de forma a mostrarmos um novo olhar sobre situações do conhecimento geral.

Um dos temas que pretendemos abordar no programa dos anos 70 é sobre o sequestro do Governo no Parlamento em 1975 (durante o VI Governo Provisório de Pinheiro de Azevedo).

Será que me podem ajudar a encontrar/contactar alguém que tenha “vivido” este episódio?
Desde já agradeço a vossa disponibilidade.

Cumprimentos,
Mariana Gasalho

Pesquisa
mariana.gasalho@cbv.pt
Telf. 919374770 – 969005690
Amoreiras Square
Rua Joshua Benoliel, nº1 – 3ºC
1250-273 Lisboa
website: www.cbv.pt


De siX a 6 de Janeiro de 2005 às 22:01
Desculpa?! Não tenho tempo para baboseiras, tá?


De Moreira a 6 de Janeiro de 2005 às 20:25
Se fosse alguem do ELP ou MDLP a ser condecorado batias as palmas


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